A digitalização de documentos virou prioridade em empresas de todos os tamanhos. E isso não acontece por acaso. Na prática, a maioria das organizações só começa a olhar para esse tema quando o problema já está grande:
- um auditor pede um documento e ninguém encontra
- o jurídico precisa do contrato assinado com urgência
- o RH precisa recuperar uma ficha trabalhista antiga
- o financeiro perde tempo procurando notas fiscais e comprovantes
- o cliente cobra um histórico que está “em alguma caixa”
Se você já viveu algo parecido, saiba que isso é mais comum do que parece. Por isso, muitas empresas tomam uma decisão rápida e aparentemente simples: “Vamos digitalizar tudo.” e nós concordamos: digitalizar é uma escolha inteligente. No entanto, existe um ponto essencial que precisa ficar claro desde o início, a digitalização de documentos não é o fim do problema, ela é apenas o começo de uma gestão documental mais estratégica, segura e eficiente.
Digitalizar é uma decisão inteligente (mas exige estratégia)
Digitalizar documentos reduz papel, otimiza espaço e melhora a rotina de trabalho. Além disso, facilita auditorias e aumenta a produtividade. Porém, para gerar resultado de verdade, digitalização precisa ser tratada como projeto, não basta apenas escanear e salvar arquivos em uma pasta.
Se a empresa não define padrões, regras e controles, o que era para ser evolução vira apenas uma troca de formato. Em outras palavras: sai o arquivo morto físico e entra o arquivo morto digital.
O que acontece quando a empresa digitaliza sem planejamento?
Quando a digitalização acontece de forma improvisada, alguns problemas aparecem rapidamente.
Por exemplo:
- arquivos com nomes diferentes para o mesmo documento
- versões duplicadas circulando internamente
- documentos espalhados em e-mail e WhatsApp
- pastas que só uma pessoa “entende”
- falta de controle sobre quem acessa o quê
- dificuldade para localizar informações em auditorias
E o pior: a empresa acredita que está modernizando a operação, mas continua travada. Consequentemente, a produtividade não melhora e o risco ainda aumenta.
Por que digitalização virou prioridade nas empresas?
Hoje, a digitalização não é apenas uma questão de organização. Ela é uma decisão estratégica. Isso acontece porque empresas que digitalizam de forma correta ganham:
- mais agilidade no acesso à informação
- mais eficiência nos processos internos
- mais segurança no armazenamento e compartilhamento
- mais controle sobre versões e aprovações
- mais conformidade em auditorias e exigências regulatórias
Além disso, existe um fator que não pode ser ignorado: a LGPD.
Afinal, dados pessoais e sensíveis não estão apenas em sistemas. Eles também estão em contratos, fichas, formulários, prontuários e documentos físicos. Por isso, digitalizar com método se tornou uma forma prática de reduzir risco e fortalecer a proteção da informação.
Os 5 erros mais comuns na digitalização de documentos empresariais
Mesmo empresas bem estruturadas podem cometer erros nesse processo. Por isso, reunimos os principais pontos que travam projetos de digitalização e impedem resultados.
1) Digitalizar sem um padrão de organização
Quando não existe uma estrutura clara, cada setor cria um modelo próprio. Assim, o acervo cresce sem lógica e, com o tempo, o documento certo fica mais difícil de encontrar.
2) Depender apenas do nome do arquivo
Esse erro é muito comum. A empresa cria arquivos como: contrato_cliente_assinado_final_v3.pdf e depois de alguns meses, ninguém lembra qual é o correto e a busca vira tentativa e erro.
3) Não indexar documentos com metadados
Sem indexação, o arquivo é apenas um PDF. Com indexação, ele vira um dado estruturado. Ou seja: a empresa passa a localizar documentos por informações como CNPJ, data, tipo documental, número do contrato e setor responsável. Isso muda tudo.
4) Não controlar acessos e permissões
Nem todo documento pode ser acessado por qualquer pessoa. Documentos corporativos frequentemente incluem informações sigilosas, trabalhistas, financeiras ou jurídicas. Sem controle de acesso, a empresa aumenta o risco de vazamentos e falhas de conformidade.
5) Digitalizar sem gestão eletrônica (GED)
Aqui está o ponto mais importante, digitalização sem GED é como criar uma biblioteca sem catálogo. Você tem os documentos, mas não tem governança e, sem governança, a organização nunca se sustenta.
Como fazer digitalização do jeito certo (passo a passo)
Agora que entendemos os erros, vamos ao caminho prático.
Quando seguimos um modelo estruturado, a digitalização deixa de ser “um projeto pontual” e se torna uma transformação real na gestão documental.
1. Inventário do acervo físico
Antes de qualquer escaneamento, recomendamos mapear o cenário. Nesse inventário, é importante identificar:
- volume aproximado de documentos
- localização atual (matriz, filiais, caixas, armários)
- áreas responsáveis (RH, financeiro, jurídico etc.)
- documentos mais críticos e mais consultados
- documentos que precisam de guarda obrigatória
Assim, a empresa evita desperdício e prioriza o que realmente gera valor.
2. Classificação e tipologia documental
Depois do inventário, definimos uma estrutura lógica. Por exemplo:
- contratos e aditivos
- documentos fiscais e contábeis
- documentos trabalhistas
- dossiês e cadastros
- procurações, atas e registros
- documentos de compliance
Esse passo traz clareza e facilita a gestão ao longo do tempo. Além disso, ele garante padronização entre departamentos.
3. Preparação e organização para digitalização
Antes de digitalizar, é fundamental preparar o acervo. Isso inclui:
- retirar grampos e clipes
- separar lotes por tipo documental
- organizar ordem cronológica
- higienizar quando necessário
- identificar documentos frágeis ou deteriorados
Esse cuidado garante fluidez, preservação e evita retrabalho.
4. Digitalização com padrão de qualidade
Digitalizar não é simplesmente escanear, um projeto profissional exige padrão. Por isso, consideramos aspectos como:
- resolução adequada
- legibilidade garantida
- padronização de formato
- controle de qualidade por amostragem ou lote
- conferência antes de finalizar
Dessa forma, a empresa ganha consistência e confiabilidade.
5. Indexação e metadados
Aqui está o ponto que realmente transforma o projeto. A indexação permite associar informações estratégicas ao documento. Por exemplo:
- CNPJ / CPF
- nome do cliente ou colaborador
- número do contrato
- data de emissão
- setor responsável
- tipo documental
- centro de custo
Com isso, a busca deixa de ser “procurar pastas”, ela vira uma busca inteligente, rápida e precisa.
6. Segurança, controle de acesso e rastreabilidade
Depois de digitalizar e indexar, é essencial garantir proteção. Afinal, informação corporativa precisa de controle. Por isso, aplicamos boas práticas como:
- acesso por perfil e departamento
- restrição para documentos sensíveis
- histórico de acesso e auditoria
- controle de versões
- monitoramento e rastreabilidade
Isso fortalece a conformidade e reduz riscos de exposição.
7. Retenção e descarte com conformidade
Outro passo essencial é definir o ciclo de vida do documento. Ou seja:
- quanto tempo guardar
- onde armazenar
- quando descartar
- como descartar com segurança
Além de reduzir custos, isso melhora a gestão de risco. E, ao mesmo tempo, aumenta a conformidade com políticas internas e exigências regulatórias.
8. GED: quando a digitalização vira produtividade real
É aqui que a transformação acontece. A McFile é uma solução GED que permite que empresas organizem documentos com clareza e controle. Com a McFile, conseguimos:
- centralizar o acervo digital em um ambiente seguro
- estruturar categorias e indexação inteligente
- definir permissões por usuário e setor
- automatizar fluxos e aprovações
- criar trilha de auditoria
- acelerar processos e decisões
- maximizar produtividade e eficiência operacional
Ou seja: a digitalização deixa de ser “arquivo digital”, ela vira inteligência de negócio.
Digitalização e LGPD: o risco está no papel e no digital
Quando falamos de LGPD, muitas empresas pensam imediatamente em sistemas, banco de dados e segurança de TI. No entanto, a realidade costuma ser bem mais ampla do que isso.
Na prática, grande parte dos dados pessoais e sensíveis que uma organização trata todos os dias está registrada em documentos físicos e digitais. É o caso de contratos assinados, fichas cadastrais, documentos trabalhistas, registros financeiros, prontuários e até cadastros de fornecedores e clientes.
Por isso, é importante entender um ponto simples, mas decisivo: a LGPD também se aplica aos documentos em papel.
E aqui entra o maior desafio. Se o documento não está organizado, ele também não está protegido. Além disso, quando a empresa não possui controle sobre onde está cada informação, ela pode ter dificuldade para localizar arquivos rapidamente, responder solicitações de titulares e até comprovar rastreabilidade em auditorias.
Por outro lado, quando estruturamos um projeto de digitalização com padrão, indexação e gestão dentro de um GED, o cenário muda completamente. Afinal, a empresa passa a ter mais segurança, mais controle de acesso, mais transparência e mais eficiência no dia a dia.
Em outras palavras, a digitalização deixa de ser apenas “converter papel em PDF” e passa a ser uma forma prática de fortalecer conformidade, reduzir riscos e aumentar a maturidade documental da operação.
Quem faz a digitalização e a guarda física com segurança?
Essa é uma dúvida muito comum, principalmente quando as empresas percebem que o volume de documentos é maior do que imaginavam.
Afinal, digitalizar com qualidade exige mais do que um scanner. Para garantir clareza, preservação e eficiência, é necessário método, experiência e padronização. Além disso, quando falamos de documentos sensíveis, também precisamos considerar segurança, rastreabilidade e controle em todas as etapas do processo.
Por isso, para organizações que desejam um projeto completo, recomendamos contar com uma operação especializada que consiga estruturar desde a preparação do acervo até a digitalização em escala, garantindo indexação, controle de qualidade e logística segura.
E, quando a guarda física ainda é necessária, esse suporte se torna ainda mais importante. Isso porque a empresa precisa ter garantia de preservação, organização e acesso rápido ao documento original sempre que necessário.
Nesse cenário, trabalhamos com a Destaque Gestão Documental, que é especializada em digitalização de documentos empresariais, guarda física e estruturação de acervos com foco em segurança, preservação e conformidade.
Conheça mais sobre a Destaque Gestão Documental
Dessa forma, conseguimos oferecer uma abordagem completa: do físico ao digital, com fluidez, controle e proteção em todas as etapas.
Digitalizar é começar a evoluir a gestão documental
A digitalização de documentos é um passo fundamental para empresas que querem modernizar processos e ganhar eficiência. No entanto, escanear por escanear não resolve tudo. Sem padrão, indexação e controle, o acervo cresce desorganizado e a empresa continua perdendo tempo. Além disso, a falta de governança aumenta riscos relacionados à segurança e à conformidade.
Por outro lado, quando digitalizamos com estratégia e organizamos os documentos dentro de um GED como a McFile, criamos uma gestão muito mais inteligente e sustentável. Com isso, ganhamos clareza, produtividade e agilidade. Ao mesmo tempo, fortalecemos a proteção da informação, melhoramos o controle de acesso e garantimos rastreabilidade para auditorias e decisões.
Ou seja, deixamos de apenas armazenar documentos e passamos a tratar a informação como um ativo estratégico para o negócio.
McFile. Drive your efficiency.
